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Esperanto – a língua da paz!

Elísio Augusto de Medeiros e Silva

Empresário, Escritor, Presidente da Fundação Amigos da Ribeira

elisio@mercomix.com.br

 

 

 

Desde os primórdios da história, o homem demonstra de mil maneiras a necessidade de comunicação. Supõe-se que o homem primitivo, isolado em sua tribo, utilizasse o som de um tambor rústico ou a fumaça de uma fogueira subindo aos céus, como uma forma de enviar mensagens a outras tribos ou aldeias.

Ao longo do tempo, essa necessidade de comunicação incitou os homens a inventarem diversos meios de manter contato através das distâncias. Da percussão dos tambores, da imagem da fumaça negra no céu, o homem foi criando e desenvolvendo inúmeros meios de comunicação, que foram marcados sucessivamente por arautos, inscrições rupestres, até chegarem em nossos dias o telégrafo, telefone, rádio, jornal, televisão e, mais recentemente, internet.

Nos dias atuais, podemos dizer com certeza que já não existem barreiras nem distâncias para a comunicação.

Como peculariedade do homem, a linguagem falada evoluiu incessantemente através dos tempos, criando-se inúmeras línguas. Porém, a diversidade de idiomas foi enorme, resultante de diversos fatores regionais, culturais e nacionais. Essa pluralidade de idiomas trouxe grandes problemas para o entendimento dos homens, culminando como se sabe no episódio bíblico da Torre de Babel, que enfatiza a confusio linguarum.

E Babel fez ver ao homem a necessidade de criação de uma língua internacional. Então, depois de várias tentativas frustradas nesse intuito, em 1887, o médico polonês Luiz Lázaro Zamenhof criou o esperanto, a língua já usada hoje por milhares de pessoas espalhadas por mais de uma centena de países.

O esperanto é falado em clubes e associações culturais, em congressos em todo mundo e já conta com rica literatura, constituída de milhares de obras de todos os gêneros, originais e traduzidas, em verso e prosa, inclusive de Prêmio Nobel.

Sua literatura é formada em grande parte de bem-cuidadas traduções de obras antigas e contemporâneas, como Homero, Ovídio, Virgílio, Cícero, Milton, Shakespeare, Cervantes, Dante, Maquiavel, Goethe, Erasmo, Heine, Schiller, Ibsen, Kafka, Hemingway, Dostoiévski, Pushkin, Gogol, Tolstói, Andersen, Kawabata, Manzoni, Gibran, Molière, Sartre, Camões, García Lorca, que enriquecem as bibliotecas no mundo inteiro.

Outras obras filosófico-religiosas, como a Bíblia, o Alcorão, o Bhagavad Gita, desde muito circulam pelo mundo nesse idioma internacional.

Da literatura brasileira já existem diversas versões para o esperanto de obras de: José de Alencar, Castro Alves, Olavo Bilac, Graça Aranha, Machado de Assis, Taunay, José Américo de Almeida, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Jorge Amado e outros.

No teatro e no cinema o esperanto vem sendo empregado com sucesso. A zoologia, a botânica, assim como a pintura, a arquitetura, a escultura, e outras ciências e artes, bem como todos os demais ramos do conhecimento humano, contam igualmente com obras escritas na língua internacional ou para ela traduzidas.

Na internet também encontramos muitas publicações sobre diversos assuntos em esperanto.

O sincero idealismo de Zamenhof e a importância do esperanto para a humanidade já foram reconhecidos em todas os países do mundo oriental e ocidental.

Vale salientar que Zamenhof, ao criar o esperanto, acreditava que a paz mundial só seria alcançada pela compreensão recíproca entre os homens e que essa compreensão só seria possível com o uso de uma língua internacional, não como a única língua falada na face da terra, mas como a segunda língua de cada cidadão do mundo em seu relacionamento internacional.

E para vocês, leitores, Gajan Kristnaskon (Feliz Natal)!

 

 

 

 

 

 

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